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O pólipo endometrial está entre as doenças uterinas mais comuns. Como o nome sugere, é uma projeção do endométrio, camada que reveste o útero internamente preparada durante os ciclos menstruais para receber um possível embrião. Nessa camada ele se implanta para dar início à gestação, permanecendo abrigado no útero até o nascimento.
O pólipo endometrial se forma a partir do crescimento anormal das células do endométrio, preservando, dessa forma, suas características. Durante o preparo, esse tecido epitelial se torna mais espesso e vascularizado, proporcionando o ambiente adequado para receber o embrião e permitir a troca de nutrientes com a mãe até que a placenta seja formada.
Embora geralmente o pólipo endometrial seja benigno e com baixo potencial de malignização, pode apresentar sintomas dolorosos que comprometem a qualidade de vida das mulheres. Além disso, é uma das causas associadas à infertilidade feminina, motivos que tornam importante a realização precoce de diagnóstico e tratamento.
Acompanhe o texto até o final, saiba mais sobre o pólipo endometrial e veja como é feito o diagnóstico. Confira!
O pólipo endometrial é séssil ou pediculado, quando se fixa no endométrio por uma haste vascularizada. A mulher pode ter apenas um pólipo ou vários espalhados pela cavidade uterina, com tamanhos que podem variar.
Em tamanho ou quantidades menores, o pólipo endometrial geralmente não causa sintomas e é comum que retroceda naturalmente.
No entanto, quando cresce e se espalha, podendo ocupar todo o espaço da cavidade uterina, as mulheres tendem a apresentar diferentes tipos de sangramento uterino anormal (SUA), como sangramento entre os períodos menstruais, aumento do volume do fluxo menstrual (menorragia), sangramento menstrual irregular e sangramento após as relações sexuais.
Também podem ocorrer cólicas severas antes e durante a menstruação, o que é clinicamente denominado dismenorreia, da mesma forma que a infertilidade é igualmente considerada um sintoma. Ainda que a prevalência do pólipo endometrial seja maior no período pós-menopausa, pode se desenvolver em mulheres de qualquer idade, inclusive durante a fase reprodutiva.
A interferência na fertilidade surge como consequência do processo inflamatório provocado pela presença anormal do pólipo, que pode comprometer o preparo do endométrio, resultando em falhas na implantação e abortamento, ou levar à formação de aderências, que em maior quantidade causam distorções anatômicas, dificultando ou impedindo a sustentação da gravidez, provocando da mesma forma a perda.
Distorções anatômicas também podem ser resultado de pólipos em tamanhos ou quantidade maiores.
Esses problemas, entretanto, podem ser evitados quando o pólipo endometrial é diagnosticado e tratado precocemente.

O diagnóstico do pólipo endometrial inicia durante a consulta médica, na anamnese, quando é feita a investigação dos sintomas. Posteriormente, exames de imagem são solicitados para confirmar a suspeita. Os mais frequentemente pedidos são:
Geralmente, a ultrassonografia transvaginal é o exame de escolha para fazer a investigação inicial do pólipo endometrial. Os outros são solicitados de forma complementar, especialmente quando os resultados são inconclusivos. No entanto, podem também ser a primeira opção, de acordo com cada caso. A histerossalpingografia não é um exame diagnóstico, mas indica a suspeita da doença.
Os resultados diagnósticos orientam o tratamento mais adequado para cada paciente, que pode ser expectante, feito por medicamentos, cirurgia ou reprodução assistida e considera o desejo reprodutivo no momento.
A conduta expectante envolve a observação periódica do pólipo endometrial e geralmente é adotada quando eles são menores, não causam sintomas e tendem a retroceder naturalmente.
Para mulheres com pólipos maiores e sintomas mais leves, normalmente são prescritos medicamentos hormonais que promovem a suspensão da menstruação, aliviando-os. Isso porque os pólipos se desenvolvem pela ação do estrogênio, hormônio que promove o espessamento do endométrio durante os ciclos menstruais.
Se a mulher deseja engravidar, por outro lado, ou os sintomas forem mais severos, a cirurgia pode ser indicada.
Muitas vezes, a gravidez espontânea pode acontecer após a remoção. Se não houver sucesso, entretanto, a fertilização in vitro (FIV), principal técnica de reprodução assistida, é indicada.
A FIV reproduz em ambiente laboratorial a fecundação e o desenvolvimento inicial dos embriões, posteriormente transferidos diretamente ao útero. Antes da transferência, o endométrio pode ser preparado com medicamentos hormonais, minimizando riscos de falhas na implantação.
A FIV é indicada para fatores de infertilidade mais graves, femininos e/ou masculinos, bem como atende às principais necessidades reprodutivas das sociedades contemporâneas, oferecendo percentuais bastante expressivos de sucesso gestacional.
Porém, antes do tratamento, o pólipo endometrial também deve ser removido, pois, como acontece na gravidez espontânea, pode interferir no processo de implantação do embrião.
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