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Sêmen é uma substância esbranquiçada que abriga os espermatozoides, as células sexuais ou gametas do homem que carregam suas informações genéticas, cuja produção acontece nos túbulos seminíferos, estruturas enoveladas localizadas nos lóbulos testiculares.
Depois de produzidos, os espermatozoides são armazenados nos epidídimos, ductos em que a maturação final acontece, quando formam a cauda, parte que permite a motilidade, ou seja, que eles se movimentem progressivamente no organismo feminino para alcançar o óvulo. Um espermatozoide formado possui cabeça, peça intermediária e cauda com flagelo.
Quando ocorre o estímulo sexual, os espermatozoides são transportados aos ductos deferentes e recebem os líquidos produzidos pelas glândulas anexas – vesículas seminais, próstata e glândulas bulbouretrais –, formando o sêmen, que é lançado na uretra e ejaculado.
A doação de sêmen é um recurso importante para homens que não podem gerar filhos com seus próprios gametas, para mulheres que desejam uma gravidez independente e para casais homoafetivos femininos terem filhos biológicos. A recepção de sêmen, por sua vez, é sempre feita no contexto da reprodução assistida.
O espermograma é o exame inicial solicitado para avaliar a qualidade do sêmen e dos espermatozoides, sendo muito pedido durante a investigação da infertilidade.
Continue a leitura até o final, veja como a doação de sêmen é feita e quem pode fazer. Confira!
A doação de sêmen é o procedimento que homens férteis, ou seja, sem nenhuma alteração seminal ou nos espermatozoides, o doam para que outras pessoas possam engravidar. É particularmente indicada nas seguintes situações:
O Conselho Federal de Medicina (CFM) é o órgão que orienta a reprodução assistida no Brasil. O CFM determina que procedimentos como a doação de sêmen, de óvulos ou de embriões sejam feitos de forma voluntária, ou seja, sem envolver nenhum tipo de transação comercial.
A doação de sêmen pode ser anônima, sem que o doador conheça a identidade dos receptores e vice-versa, com doadores selecionados em bancos de sêmen ou clínicas de reprodução assistida de acordo com características biológicas, ou feita por parentes de até quarto grau, quando o tratamento é realizado com casais, desde que não incorra em consanguinidade.
Para doar sêmen, o homem deve ter menos de 50 anos e deve passar por exames que confirmem a saúde geral e a qualidade dos gametas.
Após a avaliação, são coletadas amostras de sêmen, que são congeladas para utilização posterior em técnicas de reprodução assistida.
O armazenamento desse material biológico segue um controle rigoroso. O sêmen com os espermatozoides pode permanecer congelado por muitos anos, sem praticamente nenhum dano.

O sêmen doado pode ser utilizado em duas técnicas de reprodução assistida: inseminação artificial (IA) e fertilização in vitro (FIV). Em ambas as técnicas, o sêmen é descongelado e passa por um processo de preparo seminal, que seleciona os melhores gametas para a fecundação.
Na IA, a fecundação acontece naturalmente nas tubas uterinas, e o sêmen é depositado no útero durante o período fértil. Por isso, a técnica geralmente é indicada quando a mulher tem até 37 anos e bons níveis de reserva ovariana, além de tubas uterinas sem obstruções. Casais homoafetivos femininos que têm indicação de IA devem definir quem qual das parceiras passará pela gestação.
Já a FIV, por sua vez, prevê a fecundação em laboratório após a coleta e seleção dos melhores óvulos e espermatozoides, por isso possibilita o tratamento de mulheres acima dos 37 anos, quando os níveis de reserva ovariana geralmente estão mais baixos e a qualidade dos óvulos, reduzida.
A fecundação é realizada por ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide). Nesse método, cada espermatozoide é injetado diretamente no citoplasma do óvulo, aumentando as chances de sucesso. Os embriões formados se desenvolvem por alguns dias em incubadoras de alta tecnologia e posteriormente são transferidos ao útero.
Na FIV, os casais homoafetivos femininos podem optar pela gestação compartilhada, em que uma das parceiras participa da gestação cedendo seus óvulos e a outra passando pela gestação em si. A outra opção na FIV é que uma única parceira tanto ceda os óvulos como passe pela gestação. Essa é uma decisão do casal, embora seja importante investigar previamente as parceiras para avaliar sua fertilidade.
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